sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O regresso do sedento. Que parvo que eu sou!

Depois de 2 anos de inactividade, o Sedento está de volta. E o regresso não podia ser mais oportuno.



Sou apenas mais um a partilhar esta música. Milhentos já o fizeram. Estar a comentar o sentimento de identificação que ela gerou é lugar comum. Agora, pergunto eu:

  • Por quanto mais tempo a minha geração vai ficar em casa a marcar eventos no facebook e a partilhar músicas?
  • Quantos mais estágios só com direito a subsídio de refeição vamos ter que aceitar, sob pena de ficar em casa a vegetar estudos?
  • Vamos querer andar a navegar entre call-centers e falsos recibos verdes até aos 67 anos?
  • Será que não estamos a aprender nada com o resto do Mundo?

Isto não é uma mensagem de esquerda nem de direita. Não há aqui nenhuma ideologia política inerente, tal como em nenhum dos meus (poucos) posts. Isto é uma mensagem de um puto de 24 anos que está angustiado com a degradação social e humana, e frustrado com a total inércia dos seus perante tal problema.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Verdade sobre o H1N1

Porque é que o DHS dos EUA foi apanhado a transportar o vírus H5N1 no dia 30 de Março?

O que é que não nos está a ser dito?


UPDATE:

For the year, we forecast sales of Tamiflu to reach ¥53.0
billion, up 531.0%, due to expected resumption of government
stockpiling in FY2009 and the ongoing recovery
of the prescription rate for seasonal influenza

in Relatório Anual de 2008 da Chugai Pharmaceutical. 2008. P-3 "FY 2009 Outlook".

segunda-feira, 30 de março de 2009

Um abrir de olhos...


Zeigeist The Movie

Zeitgeist Addendum

Ambos legendados em Português.


Knowledge is power

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dissertação sobre Política Económica

Sejamos honestos: a Economia baseia-se na confiança que os agentes económicos têm para nela participar. Mas a sua participação está condicionada pela sua capacidade e dimensão dentro das economias.

Com a crise dos mercados financeiros que eclodiu no final do ano passado, alguns agentes económicos de peso (bancos, seguradoras, indústrias...) viram a sua própria existência ameaçada. Tal como disse Barack Obama na sua tomada de posse, "os erros e a irresponsabilidade de alguns tornaram-se problema de todos". Com estas grandes instituições a cometerem estes erros crassos e a colocar a ganância à frente do bem-estar comum, a confiança das pessoas no funcionamento da economia de mercado foi seriamente posta em causa, e agora existem novos desafios a enfrentar.

Um dos primeiros receios, em particular dos seguidos das políticas monetaristas, foi o risco de vir a ocorrer deflação. No entanto, com o dinheiro que os Bancos Centrais e os Governos estão a injectar nos secotres mais debilitados da Economia, esses receios são infundandos, pelo menos no médio-prazo. Ainda que as últimas revisões da inflação do Banco de Portugal para o último trimestre de 2008 apontem para uma queda significativa, invertendo a anterior tendência de subida. Isto significa que, com a queda dos preços, as famílias poderão vir a ter um maior rendimento disponível.

No mercado de Emprego, com a crescente falência de empresas na indústria fabril (dos têxteis ao sector automóvel), e a deslocação de outras para as economias emergentes na UE (bloco de Leste), o investimento em obras públicas pode vir a ser uma excelente solução, criando postos de emprego, seja directamente envolvidas nelas ou não, atenuando os efeitos causados pelas falências. É necessário assegurar, no entanto, que haja um critério de empregabilidade, tendo em conta as faixas etárias afectadas pelas falências.

No sector empresarial, os gastos públicos podem estimular a actividade das empresas, garantindo a sua subsistência (e, por consequência, a manutenção de postos de trabalho), fazendo com que estas consigam gerar riqueza para o país.

No entanto, a execução de obras públicas e os investimentos na tecnologia da informação, nos transportes, etc, são um tónico para que o défice orçamental exceda os valores acordados no Pacto de Estabilidade e Crescimento (de 3 por cento). Apesar de o PEC neste momento poder vir a ser suspenso, é necessário manter as contas públicas controladas, impondo uma disciplina orçamental rigorosa, mas adaptada à actual conjuntura.

É importante manter a coerência na execução dos gastos públicos. Apesar de poderem vir a gerar proveitos futuros, os gastos a fazer têm que ser muioto bem anaisados e estudados. E umas das coisas que as políticas económicas têm que ter em conta, são os benefícios que a população e as PME's podem tirar destes gastos. Por exemplo, de que adianta Portugal ter uma linha férrea de alta velocidade, se o preço Madrid - Barcelona em Turística no TGV ronda os 300 euros, o correspondente a 67% do salário mínimo em Portugal? Pede-se coerência.


António Ferrão


PS - Obrigado Professora!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009



Antes que confudam este cartaz como um apelo ao voto em branco em si, como que uma "campanha eleitoral", eu explico: é um apelo à não-abstenção, e ao exercício do direito de voto, que todo o cidadão maior de 18 anos usufrui. Em especial, num ano como este, que dará lugar a três actos eleitorais (autárquico, europeu, e legislativo).

Não se admirem de ver mais destes por aí.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Pioneiros ou cobaias?

A recente greve dos camionistas pôs a nu um problema de fundo que muitos ainda não tinham questionado: a dependência dos combustíveis fósseis.

Hoje, o Governo assinou com a Renault-Nissan um acordo que fará com que Portugal seja um dos primeiros países no Mundo a receber o primeiro modelo da aliança franco-japonesa movido totalmente a electricidade. E é de facto algo de aplaudir, já que, sendo nós um dos países mais dependentes da matéria-prima dos combustíveis fósseis, o petróleo.

Agora, outras questões se levantam.

1. Se um carro é movido a electricidade, ela tem que vir de algum sítio. Ora, como nós todos sabemos, a electricidade provém do... petróleo. Em que medida, concretamente, estamos a terminar com a dependência do "ouro negro"? A meu ver, estamos apenas a alterar o fim dessa dependência.

O que quero dizer com isto é: a electricidade não pode ser a única alternativa ao combustível fóssil. Vide o exemplo do Reino Unido: carros movidos a hidrogénio (em que este é obtido através da conversão de água em hidrogénio por electrólise), com um posto de abastecimento doméstico. A autonomia ainda é muito baixa (cerca de 40km), mas isso é apenas uma questão de investigação e desenvolvimento. E isso acompanhará a massificação.

2. Sócrates falou que o custo do Imposto Automóvel para o consumidor final seria reduzido em 70%, já que estes 70% do IA correspondem às emissões (que um carro eléctrico não tem). É um argumento válido, mas é igualmente válido que o preço de venda ao público será bastante elevado devido aos custos de produção e massificação de uma alternativa. Este corte no IA será pura e simplesmente "engolido" pelo preço-base da viatura.

3. No seguimento da questão anterior, surge uma nova: com o previsto preço de venda ao público bastante elevado, como será possível a uma população cujo rendimento médio per capita ronda os 700 euros? Isto é, como é que se quer que um produto seja massificado e de facto considerado alternativa se o target desta campanha não tem meios de o poder adquirir (ou se tem, isso implica encargos insustentáveis a médio-prazo).

4. O que terá a Galp a dizer sobre isto? Não há o risco de haver um grande lobby a impedir a massificação deste tipo de viaturas? Será que a Galp admitirá que os seus postos sejam substituídos por postos da EDP de recarga de baterias? Convém não esquecer que os lucros que a Galp obteve nos últimos anos tornou-a numa empresa com peso considerável no PIB, e logo, com muito peso em todas as decisões relativas ao transporte.

5. O Governo garante que haverá uma rede de recarga de baterias, que permita que um carro eléctrico não descarregue, até 2010. Como é que o Governo pode garantir isso em tão curto-prazo, tendo em conta a desiquilibrada distribuição de postos de combustível, principalmente no interior? Um exemplo claro disto está mesmo à minha porta: entre Beja e Évora, num troço de 78Km ao longo do IP2, não existe UM ÚNICO posto de abastecimento junto à estrada, a não ser que se entre na localidade de Portel (já no distrito de Évora, a 40Km de Beja) e se procure pelo posto (para quem não conhece, é o bom e o bonito...).

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Brincadeirinha

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Bombas de Gasolina em Beja às 13h15m.

E assim andamos a brincar às paralisações...

Se este cenário se repetisse durante mais uns dias, gostaria de ver como seria. Mas em Portugal, existe a crónica falta de, politicamente correcto, tomates.

Assim, mais uma vez, os nossos políticos atiram os tostões para o chão, e lá vai o povo matar-se todo para ficar com eles.

E como resposta, à meia-noite os combustíveis aumentaram todos 1 cêntimo.

Fraco, muito fraco...


15.45 ÚLTIMA HORA - Um único posto de abastecimento em Beja já está a repor o stock de combustível. Trata-se da Galp localizada à saída de Beja, na Nacional que liga Beja a Ferreira do Alentejo. Todas as restantes permanecem como mostram as imagens.